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Promessas e Sonhos





Promessas, promessas... promessas de um amor duradouro. Eterno. Perfeito. Único. Especial. Incomparável. Promessas que quase não vemos serem cumpridas. Promessas quebradas pela ilusão de se apaixonar. Quebradas pela fácil imaginação de uma vida perfeita, com o trabalho perfeito, a casa perfeita, o amado perfeito, a amada perfeita. Promessas brutalmente destruídas pela realidade bem diferente dos pensamentos.

Por que acredito que um dia conhecerei aquela pessoa ideal? Nunca acharei alguém que me aceite como sou. A vida não é como Glee, onde todos são aceitos do jeito que são, do jeito como se comportam e do jeito que pensam. A vida não é como Glee, onde todos se encaixam. Onde todos podem ser “as crianças legais”. É uma triste realidade, sem sombra de dúvida. Não existe ninguém no mundo que me queira como eu sou. E se existir, me avise, por favor.

Promessas, promessas... o mundo nos engana. O mundo mostra um infinito de possibilidades para vivermos. O mundo quer que imaginemos a vida ideal, e nós nos deixamos ser iludidos pela simples ideia de que um dia tudo será do jeito como sempre sonhamos. E vem este mesmo mundo – o qual nos apresentou as possibilidades – e destrói todo rastro de felicidade imaginária que encontra. Já dizia Augustus Waters, “a vida não é uma fábrica de realização de desejos”. E com certeza não é. Podemos até tentar impor nossas ideias, tentar viver como queremos. Mas vem o mundo, vem as adversidades, vem tudo de ruim. E essas coisas ruins nos obrigam a deixar de sonhar. Fazem-nos viver num universo de aparências, onde todos apenas parecem se encaixar. Mas não se encaixam. Todos são separados. Todos vivem suas próprias vidas. Não se importam com as dos outros. Não se importam se você tem escolhas diferentes, eles apenas querem o que querem, e se não entregarmos a eles o que pedem, os sonhos morrem. São destruídos, pisoteados, assassinados pelos inimigos da nossa mente. Inimigos reais. Inimigos que podem até estar dentro da nossa própria consciência.

Todas aquelas pessoas que pensávamos serem grandes apoiadoras dos nossos pensamentos se afastam. Fingem não te conhecer, ou então te odeiam pelo resto dos tempos. E você fica ali, sozinho, encolhido num canto. Sem saber o que fazer. Sem ter alguém com quem contar. É apenas você e o mundo, rivais na batalha contra o fim de seus batimentos cardíacos – a derrota – ou a plena e feliz rotina que você pode ter – a vitória. Essa é a sua visão, agora imagine para o mundo, que pode ganhar o que quer – a vitória dele é a sua derrota – ou vai perder mais um humano desconfigurado – a derrota para ele é a sua vitória. Não há por onde escapar. Ou você enfrenta ou você perde.

E todos aqueles sonhos nos fazem perder tudo, porque achamos que podemos ser quem tanto queríamos. Como dito no filme Enrolados, “o mundo é cruel. Qualquer sinal de felicidade que ele encontra, destrói”. Ficamos desolados. E sem pessoas com quem contar, vivemos solitários na infinidade da nossa capacidade de pensar. E é nessas horas que tudo o que menos queremos é pensar em tudo. É nessas horas que queremos apenas chorar, berrar, lamentar os nossos erros, questionar os acontecimentos... e não há ninguém para nos ouvir.

Se a felicidade em si, sem um amor verdadeiro, já é difícil, imagine para os que amam. Os que amam e não podem amar. O coração de quem não pode amar determinado alguém é tão machucado quanto uma flor no jardim, pisoteada por uma criança travessa; tão destruído, tão deteriorado como rocha ao longo do tempo. Ninguém pode entender o que você passa, porque não são eles quem enfrentam diariamente o drama de sentir algo único por alguma pessoa e não poder confessar, seja por medo, por pressão externa ou por conceitos previamente estabelecidos e que te impedem de tomar qualquer atitude verdadeira quanto aos sentimentos. E eles continuam bem no seu fundo, escondidos ao máximo, com grande vontade de serem revelados, mas, ao mesmo tempo, cautelosos para não serem expostos tão facilmente. Porque são sentimentos íntimos demais para serem ditos, jogados, entregues de bandeja. E então, seu final feliz, seu happy ending, não chega.

E mesmo que o mundo não queira que você sonhe, você continua a pensar. A imaginar um mundo ideal. A sonhar. Ainda que não haja motivos para tal.

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